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Produção industrial varia 0,1% em julho

02/09/2016

A produção industrial variou 0,1% em julho de 2016 frente ao mês imediatamente anterior (série sem ajuste sazonal), quinto resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando crescimento de 3,7% nesse período. Mesmo com o comportamento positivo observado nos últimos cinco meses, a indústria recuperou apenas parte da perda registrada ao longo de 2015 e ainda se encontra 18,2% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013.

Já no confronto com julho de 2015, a indústria recuou 6,6% (série sem ajuste sazonal), 29ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação e mais intensa do que a observada no mês anterior (-5,8%).

O índice também foi negativo no acumulado dos sete primeiros meses do ano, com redução de 8,7% em 2016. Entretanto, houve ligeira redução na magnitude de queda frente ao resultado do primeiro semestre do ano (-9,1%).

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 9,6% em julho de 2016, reduziu ligeiramente o ritmo de perda frente ao registrado em junho (-9,8%).

Nesses confrontos, houve predomínio de taxas negativas entre as grandes categorias econômicas e as atividades pesquisadas, com destaque para as perdas mais acentuadas vindas dos setores associados à produção de bens de consumo duráveis e de bens de capital.

Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Julho de 2016

Grandes Categorias
Econômicas

Variação (%)

Julho 2016/
Junho 2016*

Julho 2016/
Julho 2015

Acumulado
Janeiro-Julho

Acumulado nos
Últimos 12 Meses

Bens de Capital

-2,7

-11,9

-18,5

-24,7

Bens Intermediários

1,6

-5,0

-8,3

-8,1

Bens de Consumo

-1,0

-8,3

-6,9

-8,6

Duráveis

3,3

-16,2

-21,4

-23,1

Semiduráveis e não Duráveis

-1,9

-6,3

-2,9

-4,6

Indústria Geral

0,1

-6,6

-8,7

-9,6

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria
*Série com ajuste sazonal

Frente a junho, 11 dos 24 ramos investigados aumentaram sua produção

No acréscimo de 0,1% da atividade industrial na passagem de junho para julho de 2016, 11 dos 24 ramos pesquisados apontaram taxas positivas, com destaque para o avanço de 2,0% registrado por produtos alimentícios, que interrompeu dois meses consecutivos de queda na produção, ima perda acumulada de 6,4% nesse período.

Contribuições positivas importantes vieram de indústrias extrativas (1,6%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (5,8%), metalurgia (1,6%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (0,4%) e produtos de borracha e de material plástico (1,3%).

Entre os treze ramos que reduziram a produção no mês, os desempenhos de maior relevância vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (-2,8%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-7,3%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,7%), artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (-6,0%), produtos do fumo (-15,1%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-2,4%) e outros produtos químicos (-3,2%). Essas atividades apontaram taxas positivas em junho (5,7%, 2,9%, 8,4%, 10,6%, 1,3%, 9,5% e 5,0%, respectivamente).

Entre as grandes categorias econômicas, ainda na comparação com o mês imediatamente anterior, bens de consumo duráveis, ao avançar 3,3%, mostrou a expansão mais acentuada em julho de 2016 e marcou a terceira taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 11,7% nesse período. O segmento de bens intermediários (1,6%) também ampliou a produção e intensificou a expansão observada no mês anterior (0,8%). Os setores que produzem bens de capital (-2,7%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-1,9%) assinalaram resultados negativos em julho de 2016. O primeiro interrompeu seis meses consecutivos de crescimento na produção, período em que acumulou avanço de 14,7%. O último voltou a recuar após acréscimo de 0,9% no mês anterior.

Ainda na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral apontou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em julho de 2016 frente ao nível do mês anterior, após crescer em junho (0,7%) e em maio (0,8%), quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.

Indústria recua 6,6% na comparação com julho de 2015

Na comparação com julho de 2015, a indústria recuou 6,6% em julho de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 22 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 66,2% dos 805 produtos pesquisados. Julho de 2016 (21 dias) teve dois dias úteis a menos do que igual mês do ano anterior (23).

Entre as atividades, coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-10,7%), indústrias extrativas (-9,9%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-13,8%) exerceram as maiores influências negativas. Outras contribuições negativas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-13,3%), produtos de metal (-13,4%), produtos do fumo (-44,2%), produtos de minerais não-metálicos (-9,7%), outros equipamentos de transporte (-22,1%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10,7%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-13,6%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,4%), impressão e reprodução de gravações (-22,5%) e móveis (-16,5%).

A atividade de produtos alimentícios (5,4%) exerceu a principal pressão positiva nesse mês, impulsionada pelos avanços na produção de açúcar cristal e VHP.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens de consumo duráveis (-16,2%) e bens de capital (-11,9%) assinalaram reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de consumo semi e não-duráveis (-6,3%) e de bens intermediários (-5,0%) também mostraram resultados negativos nesse mês, ambos recuando com intensidade menor do que a média nacional (-6,6%).

O segmento de bens de consumo duráveis recuou 16,2% no índice mensal, 29º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e mais intenso do que o do mês anterior (-7,2%). O setor foi particularmente pressionado pela menor fabricação de automóveis (-16,4%) e de eletrodomésticos da linha marrom (-17,3%), influenciados, em grande parte, por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-24,8%), de eletrodomésticos da linha branca (-2,9%) e de móveis (-16,6%), enquanto o principal resultado positivo foi observado no grupamento de outros eletrodomésticos (13,6%).

O setor produtor de bens de capital (-11,9%) assinalou a 29ª taxa negativa consecutiva no índice mensal e a mais intensa desde abril último (-16,1%). Na formação do índice desse mês, o segmento foi influenciado pelo recuo na maior parte dos seus grupamentos, com destaque para as reduções vindas de bens de capital para fins industriais (-16,2%) e para equipamentos de transporte (-11,9%). As demais taxas negativas foram registradas por bens de capital de uso misto (-18,0%), agrícola (-6,6%) e para energia elétrica (-0,2%), enquanto bens de capital para construção (12,0%) foi o único resultado positivo em julho de 2016.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, a produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 6,3% em julho de 2016, terceira taxa negativa consecutiva e a mais intensa desde janeiro último (-6,7%). Esse desempenho foi explicado pelos recuos nos grupamentos de não-duráveis (-11,0%), de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-5,3%) e de semiduráveis (-9,7%). O grupamento de carburantes (2,0%) apontou o único resultado positivo nessa categoria, impulsionado pela maior fabricação de álcool etílico e gasolina automotiva.

O setor de bens intermediários (-5,0%) assinalou a 28ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas com queda menos intensa do que a do mês anterior (-7,4%). O resultado foi explicado pelos recuos nos produtos associados às atividades de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-16,1%), indústrias extrativas (-9,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-12,2%), produtos de metal (-12,3%), produtos de minerais não-metálicos (-9,8%), máquinas e equipamentos (-15,7%), produtos de borracha e de material plástico (-3,0%), metalurgia (-1,4%), outros produtos químicos (-1,2%), celulose, papel e produtos de papel (-1,8%) e produtos têxteis (-1,8%). A única pressão positiva veio de produtos alimentícios (16,9%). Vale citar também as reduções nos grupamentos de insumos típicos para construção civil (-10,9%), que marcou o 29º recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior, e de embalagens (-3,3%), com a 19ª taxa negativa consecutiva.

Índice acumulado em 2016 cai 8,7%

No índice acumulado para o período janeiro-julho de 2016, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial mostrou queda de 8,7%, com perfil disseminado de taxas negativas. Quatro grandes categorias econômicas, 24 dos 26 ramos, 62 dos 79 grupos e 74,3% dos 805 produtos pesquisados apontaram queda na produção.

Entre as atividades, indústrias extrativas (-13,4%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-20,2%) exerceram as maiores influências negativas, pressionadas por minérios de ferro, na primeira, e automóveis, caminhões e autopeças, na segunda. Outras contribuições negativas relevantes vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-6,7%), máquinas e equipamentos (-15,6%), metalurgia (-10,3%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-25,7%), produtos de metal (-13,5%), produtos de minerais não-metálicos (-11,5%), outros equipamentos de transporte (-22,0%), produtos de borracha e de material plástico (-10,0%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-11,2%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,3%) e móveis (-15,2%).

Entre as duas atividades que cresceram em 2016, a principal influência foi em produtos alimentícios (2,6%), impulsionada pelo avanço na fabricação de açúcar cristal e VHP. Vale citar também o resultado positivo registrado pelo setor de celulose, papel e produtos de papel (1,8%), explicado pelo item pastas químicas de madeira (celulose).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os sete primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-21,4%) e bens de capital (-18,5%), pressionadas especialmente pela redução na fabricação de automóveis (-20,9%) e de eletrodomésticos (-22,8%), na primeira, e de bens de capital para equipamentos de transporte (-18,9%), na segunda. Os segmentos de bens intermediários (-8,3%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-2,9%) também assinalaram taxas negativas. O primeiro teve recuo abaixo da média nacional (-8,7%), e o segundo, a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

Fonte: IBGE  

 

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