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Produção industrial cresce 1,1% em junho

02/08/2016

 

Período

Produção Industrial

Junho 2016 / Maio 2016

1,1%

Junho 2016 / Junho 2015

-6,0%

Acumulado em 2016

-9,1%

Acumulado em 12 meses

-9,8%

Média móvel trimestral

0,6%

 

A produção industrial cresceu 1,1% em junho de 2016 na comparação com o mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal. É o quarto resultado positivo seguido nesse tipo de comparação, acumulando crescimento de 3,5% nesse período. Mesmo assim, a indústria recuperou apenas parte da perda registrada ao longo de 2015 e ainda encontra-se 18,4% abaixo do nível recorde alcançado em junho de 2013.

Já no confronto com junho de 2015, a indústria recuou 6,0% (série sem ajuste sazonal). É a 28ª taxa negativa consecutiva nesse tipo de comparação, mas a menos intensa desde junho de 2015 (-2,5%).

Os índices do setor industrial também foram negativos tanto para o fechamento do segundo trimestre de 2016 (-6,7%), como para o acumulado dos seis primeiros meses do ano (-9,1%), ambas as comparações contra iguais períodos de 2015.

A taxa anualizada, indicador acumulado nos últimos 12 meses, com a queda de 9,8% em junho de 2016, acelerou o ritmo de perda frente ao registrado em maio (-9,5%) e assinalou a perda mais intensa desde outubro de 2009 (-10,3%).

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Indicadores da Produção Industrial por Grandes Categorias Econômicas
Brasil - Junho de 2016

 

Grandes Categorias
Econômicas

Variação (%)

Junho 2016/
Maio 2016*

Junho 2016/
Junho 2015

Acumulado
Janeiro-Junho

Acumulado nos
Últimos 12 Meses

Bens de Capital

2,1

-3,9

-20,1

-26,2

Bens Intermediários

0,5

-7,6

-8,8

-8,1

Bens de Consumo

1,2

-2,9

-6,7

-8,8

Duráveis

1,1

-6,9

-22,2

-22,8

Semiduráveis e não Duráveis

1,2

-1,9

-2,3

-4,8

Indústria Geral

1,1

-6,0

-9,1

-9,8

Fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Indústria

*Série com ajuste sazonal

 

Frente a maio, 18 dos 24 ramos investigados aumentaram sua produção

O crescimento de 1,1% da atividade industrial na passagem de maio para junho de 2016 teve perfil disseminado de taxas positivas, alcançando as quatro grandes categorias econômicas e 18 dos 24 ramos pesquisados.

Entre os setores, a principal influência positiva veio de veículos automotores, reboques e carrocerias (8,4%). Isso intensificou a expansão de 5,5% verificada no mês anterior. Outras contribuições positivas importantes vieram de perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,7%); metalurgia (4,7%); confecção de artigos do vestuário e acessórios (9,8%); artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (10,8%); produtos farmoquímicos e farmacêuticos (4,4%); e produtos de borracha e de material plástico (2,4%).

Entre os seis ramos com queda na produção, os desempenhos mais significativos foram produtos alimentícios (-0,7%); bebidas (-2,6%); coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%); e celulose, papel e produtos de papel (-2,0%).

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (2,1%), mostrou a expansão mais acentuada em junho de 2016. Foi a sexta taxa positiva consecutiva, acumulando ganho de 13,9% nesse período.

Bens de consumo semi e não-duráveis (1,2%), bens de consumo duráveis (1,1%) e bens intermediários (0,5%) também cresceram. O primeiro eliminou a perda de 1,9% acumulada nos meses de abril e maio. O segundo registrou expansão de 7,2% nos dois últimos meses. Já o terceiro voltou a crescer, após recuar 0,5% no mês anterior.

Média móvel trimestral avança 0,6%

média móvel trimestral apontou expansão de 0,6% no trimestre encerrado em junho de 2016 frente ao nível do mês anterior. Isso ocorreu após um crescimento de 0,8% em maio, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em outubro de 2014.

Entre as grandes categorias econômicas, bens de capital (1,8%) mostrou o avanço mais intenso nesse mês. Assim, manteve a sequência de resultados positivos presente desde março último, quando interrompeu a trajetória descendente iniciada em setembro de 2014.

Bens de consumo duráveis (0,9%) e bens intermediários (0,2%) também cresceram em junho. O primeiro acentuou a magnitude de crescimento verificada no mês anterior (0,5%). O segundo mostrou o primeiro resultado positivo desde agosto de 2014 (0,3%).

O segmento de bens de consumo semi e não-duráveis (-0,2%) apontou o único resultado negativo nesse mês e permaneceu com a trajetória descendente iniciada em março de 2016.

Indústria recua 6,0% na comparação com junho de 2015

Na comparação com junho de 2015, a indústria recuou 6,0% em junho de 2016. Houve perfil disseminado de resultados negativos, alcançando as quatro grandes categorias econômicas, 20 dos 26 ramos, 53 dos 79 grupos e 59,0% dos 805 produtos pesquisados. Junho de 2016 (22 dias) teve um dia útil a mais do que igual mês do ano anterior (21).

Entre as atividades, indústrias extrativas (-12,5%) e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,2%) exerceram as maiores influências negativas. A primeira foi pressionada por minérios de ferro, enquanto, na segunda, a pressão veio de óleos combustíveis, álcool etílico, óleo diesel e naftas para petroquímica.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de produtos alimentícios (-3,3%), produtos de metal (-12,7%), produtos de minerais não-metálicos (-9,9%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-4,3%), outros equipamentos de transporte (-18,5%), produtos do fumo (-23,5%), metalurgia (-3,6%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-8,2%), máquinas e equipamentos (-2,9%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-8,7%), móveis (-9,8%) e confecção de artigos do vestuário e acessórios (-4,4%).

As atividades de outros produtos químicos (2,3%) e de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (8,9%) exerceram as principais pressões positivas.

Ainda no confronto com igual mês do ano anterior, bens intermediários (-7,6%) e bens de consumo duráveis (-6,9%) assinalaram as reduções mais acentuadas entre as grandes categorias econômicas. Os setores produtores de bens de capital (-3,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (-1,9%) também mostraram resultados negativos nesse mês, com ambos recuando com intensidade menor do que a média nacional (-6,0%).

O setor produtor de bens intermediários (-7,6%) assinalou a 27ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, com ritmo de queda próximo ao do mês anterior (-7,7%). Esse resultado foi explicado pelos recuos em indústrias extrativas (-12,5%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-13,3%), produtos alimentícios (-7,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (-10,4%), produtos de metal (-11,8%), produtos de minerais não-metálicos (-9,9%), metalurgia (-3,6%), produtos de borracha e de material plástico (-2,3%), máquinas e equipamentos (-3,7%), celulose, papel e produtos de papel (-0,7%) e produtos têxteis (-0,8%). A única pressão positiva foi registrada por outros produtos químicos (2,4%). Ainda nessa categoria econômica, as reduções em insumos típicos para construção civil (-8,7%) marcam o 28º recuo seguido na comparação com igual mês do ano anterior, e em embalagens (-2,8%), com a 18ª taxa negativa consecutiva.

Bens de consumo duráveis (-6,9%) tiveram o 28º resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto, mas o menos intenso desde junho de 2015 (-1,0%). O setor foi pressionado pela menor fabricação de automóveis (-5,9%) e de eletrodomésticos da linha marrom (-11,4%), ainda influenciados por reduções de jornadas de trabalho e pela concessão de férias coletivas em várias unidades produtivas. Outros impactos negativos importantes vieram de motocicletas (-28,5%), de outros eletrodomésticos (-8,9%) e de móveis (-10,9%). O principal resultado positivo foi em eletrodomésticos da linha branca (19,1%).

A produção de bens de capital (-3,9%) mostrou a 28ª taxa negativa consecutiva no índice mensal, mas que a menos intensa dessa sequência. O segmento foi influenciado pelos recuos nos grupamentos de bens de capital para fins industriais (-8,0%) e de uso misto (-28,1%). Os subsetores de bens de capital agrícola (14,0%), para energia elétrica (8,4%) e para construção (1,6%) apontaram as taxas positivas no mês. Bens de capital para equipamentos de transporte (0,0%) repetiu o patamar registrado em igual mês do ano anterior.

A produção de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 1,9% em junho de 2016, segunda taxa negativa consecutiva e com ritmo de queda próximo do verificado no mês anterior (-2,0%). Esse desempenho foi explicado pelo recuo no grupamento de carburantes (-12,9%), pressionado pela redução na produção dos itens álcool etílico e gasolina automotiva. Os subsetores de não-duráveis (-0,7%) e de alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (-0,1%) também mostraram taxas negativas. O grupamento de semiduráveis (1,8%) apontou o único resultado positivo nessa categoria.

Índice acumulado em 2016 cai 9,1%

No índice acumulado para o período janeiro-junho de 2016, frente a igual período do ano anterior, a produção industrial caiu 9,1%. Houve um perfil disseminado de taxas negativas, já que as quatro grandes categorias econômicas, 23 dos 26 ramos, 64 dos 79 grupos e 73,3% dos 805 produtos pesquisados apontaram redução na produção.

Entre as atividades, indústrias extrativas (-14,0%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-21,2%) exerceram as maiores influências negativas na formação da média da indústria. A primeira foi pressionada por minérios de ferro e a segunda, por automóveis, caminhões, chassis com motor para ônibus e caminhões, autopeças e veículos para transporte de mercadorias.

Outras contribuições negativas relevantes vieram de máquinas e equipamentos (-16,0%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%), metalurgia (-11,9%), equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (-27,0%), produtos de metal (-15,1%), produtos de minerais não-metálicos (-11,9%), produtos de borracha e de material plástico (-11,1%), outros equipamentos de transporte (-22,2%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-13,2%), confecção de artigos do vestuário e acessórios (-10,3%), móveis (-14,9%) e produtos têxteis (-11,1%).

Entre as atividades que ampliaram a produção nos seis primeiros meses de 2016, a principal influência foi em produtos alimentícios (2,0%), impulsionada pelo avanço na fabricação de açúcar cristal. Os demais resultados positivos foram registrados pelos setores de celulose, papel e produtos de papel (2,5%) e de produtos farmoquímicos e farmacêuticos (1,9%).

Entre as grandes categorias econômicas, o perfil dos resultados para os seis primeiros meses de 2016 mostrou menor dinamismo para bens de consumo duráveis (-22,2%) e bens de capital (-20,1%). A primeira foi pressionada pela redução na fabricação de automóveis (-21,7%) e eletrodomésticos (-23,9%) e a segunda, por bens de capital para equipamentos de transporte (-20,0%). Os bens intermediários (-8,8%) e bens de consumo semi e não-duráveis (-2,3%) também assinalaram taxas negativas no índice acumulado do ano, com o primeiro registrando de 9,1% e o segundo apontando a queda mais moderada entre as grandes categorias econômicas.

 

Fonte: IBGE 

 

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