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Brasil celebra acordos e quer dobrar corrente de comércio com os EUA em dez anos, afirma Dilma

30/06/2015

Os presidentes Dilma Rousseff e Barack Obama ressaltaram, após reunião de trabalho na Casa Branca nesta terça-feira (30), os vínculos tradicionais entre os dois países e a determinação de fortalecer uma parceria cada vez mais madura e diversificada, fundada no respeito e na confiança mútua, nos valores compartilhados e na atenção às necessidades e aspirações das sociedades das duas maiores democracias e economias das Américas. “Demos um passo à frente nas nossas relações”, disse a presidenta, em declaração à imprensa, após o encontro.

A presidenta Dilma afirmou ainda que o grande desafio agora é dobrar a corrente do comércio entre os dois países em uma década. “Estabelecemos uma agenda bilateral robusta em áreas como comércio, investimento, mudança do clima, energia, educação, defesa, ciência e tecnologia e inovação. Reforçamos nosso diálogo sobre temas da agenda interna no meio ambiente e de sustentação, algo que é essencial para o mundo e para cada um de nossos países, governança econômica e financeira, paz e segurança”, informou.

Ela considerou a recuperação econômica dos Estados Unidos extremamente positiva para economia mundial e, certamente, para a brasileira. “Nosso comércio bilateral é muito expressivo e baseado em produtos de maior valor agregado. Queremos ampliar e diversificar nossas trocas”. O objetivo é construir as condições para um relacionamento comercial ambicioso entre Brasil e Estados Unidos.

Para isso, é preciso remover no curto prazo os obstáculos existentes, principalmente os não tarifários, para bens industriais e agrícolas. “Devemos reduzir a burocracia, as complicadas autorizações e outras restrições, ao mesmo tempo em que gostaríamos que fosse reconhecida a qualidade dos processos produtivos no Brasil”, sublinhou.

Agenda prioritária
Dilma Rousseff disse que o Brasil pretende ter uma agenda na área comercial com os Estados Unidos centrada, prioritariamente, na convergência regulatória, harmonização de normas técnicas.“E; segundo, na facilitação do comércio, sistemas de janela única para simplificar, reduzir prazos de processos aduaneiros. Queremos também cooperar com os escritórios de patentes dos Estados Unidos e que, apesar de ser sistema de propriedade intelectual, tem impacto por meio dos investimentos, ao se ampliar a incorporação de tecnologia aos produtos brasileiros”.

Essas medidas devem ampliar as relações comerciais entre os dois países. Os Estados Unidos são o principal investidor no Brasil, chegando 2013 a um estoque de investimentos diretos de US$ 116 bilhões. Os investimentos do Brasil também vêm crescendo. Em 2013, esse estoque estava em torno US$ 15,7 bilhões.

“São números que não representam realmente a magnitude desses investimentos. É importante sinalizar que de 2007 a 2012 o crescimento do Investimento Direto [IED] no Brasil nos Estados Unidos foi de 221%. Nós queremos que esses fluxos se ampliem e se tornem maiores, dado o potencial das nossas economias”.

Acordos firmados
Brasil e Estados Unidos firmaram acordos em diversas áreas como meio ambiente, ciência e tecnologia, defesa, agricultura, previdência e educação. Em meio ambiente, os dois países anunciaram a meta de aumentar para 20% a participação de fontes renováveis na matriz de energia elétrica não hidráulica. Em ciência e tecnologia, firmaram acordos na área de inovação e energia. Na pecuária, os americanos vão passar a importar carne bovina de 13 estados e do Distrito Federal. Os países também celebraram dois acordos de cooperação militar e um outro sobre educação técnica e profissionalizante.

Dilma comemorou a decisão do presidente Barack Obama de facilitar a entrada nos Estados Unidos de viajantes brasileiros frequentes, no âmbito do Programa Entrada Global, ou Global Entry. Ela celebrou também outro acordo que considerou muito importante para a população brasileira que vive nos Estados Unidos, na área de previdência social, e que permite a cobertura previdenciária naquele país.

Relações entre Estados Unidos e América Latina
Sobre a política nas Américas, a presidenta Dilma Rousseff falou acerca da importância para o continente da decisão dos presidentes Obama e Raúl Castro, em parceria, inclusive, com o Papa Francisco, de reabrir o relacionamento entre os EUA e Cuba.

“Esse é um momento muito decisivo na relação com a América Latina: o fim da Guerra Fria e ao estabelecimento de uma relação de qualidade, que muda o patamar do relacionamento dos Estados Unidos com toda a região. Quero reconhecer a importância desse ato para toda a América Latina e para a paz mundial. É um padrão e um exemplo de relação [internacional] que deve ser seguido”.

Ajuste econômico e investimento
Ela lembrou que esse tem sido um dos objetivos do governo ao fortalecer também as políticas macroeconômicas do País, reduzindo os riscos para investimentos brasileiros e estrangeiros no Brasil. “Temos desenvolvido uma agenda microeconômica, diminuindo o risco regulatório, aumentando a transparência dos processos e a governança das relações das empresas com governo”.

Ao mesmo tempo, o Brasil está também ampliando oportunidades de investimento em uma área“em que é essencial a coordenação do governo no sentido de expectativas, que é a área de infraestrutura. Lançamos um plano ambicioso, o Programa de Investimento em Logística, e contamos e agradecemos ao presidente Obama esse empenho na presença de investidores americanos neste processo”.

Por fim, a presidenta Dilma convidou Barack Obama para estar presente nas Olimpíadas de 2016, que serão realizadas no Rio de Janeiro. “Acredito também que essa viagem ao Brasil representará um relançamento das nossas relações”, concluiu.

Fonte: Blog do Planalto  

 

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