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Brasil - EUA: fluxo de investimentos gera emprego nos países

25/06/2015

Um mapeamento sobre o fluxo de investimentos estrangeiros diretos (IED) entre os Estados Unidos e o Brasil será lançado nesta quinta-feira, 25/6, em Washington, na sede do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS na sigla em inglês), um dos maiores think tanks - como são conhecidos - dos Estados Unidos. A iniciativa ajudará empresários dos dois países a melhor posicionar suas estratégias de mercado.

Um dos principais resultados do mapeamento recai sobre o crescimento dos ativos brasileiros nos Estados Unidos – 221% entre 2007 e 2012, chegando a US$ 93,6 bilhões no último ano analisado – e dos ativos norte-americanos no Brasil – com um crescimento de 37%, atingindo US$ 283 bilhões em 2012. Destaque para o fato de que o valor investido pelos Estados Unidos no Brasil representa 53% do total de ativos do país na América do Sul.

Também é relevante o impacto que os investimentos tiveram na geração de empregos. Em média, o aporte de recursos de empresas norte-americanas no Brasil gerou 11 mil postos de trabalho por ano no período analisado, principalmente na área de TI, cujo crescimento subiu de 9% para 30,8% entre 2009 e 2014. Empresas de mais de 40 estados americanos investiram no Brasil, com destaque para Nova Iorque, Michigan, Califórnia, Illinois, Texas e Colorado.

Na outra via, os Estados Unidos aparecem como o quarto maior destino de IED brasileiro, principalmente nos setores de software e TI, farmacêutico e aeroespacial. Esses quatro setores representam quase 40% do total de empregos gerados por IED brasileiro no mercado norte-americano, com foco em 29 dos 50 estados do país, sendo que Texas, Flórida, Tennessee, Carolina do Norte e Nebraska concentram mais de 50% do valor aportado.

O estudo identificou, ainda, que comparado a México, China, Índia, Turquia e África do Sul, o Brasil foi a economia emergente que mais aumentou os seus fluxos de investimentos para os Estados Unidos entre 2001 e 2012.

O mapeamento, elaborado a partir de uma iniciativa entre a Apex-Brasil, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) e a BIC (Brazil Industries Coalition) tem como objetivo destacar a importância dos fluxos de investimentos entre os dois países, mapeando os seus valores, os principais setores e os reflexos na geração de empregos. Ilustra, ainda, por meio de depoimentos de grandes empresas como Stefanini, Fitesa, JBS, EMC e GE, a atuação do capital brasileiro nos EUA e do capital norte americano no Brasil.

“A partir deste mapeamento inicial, esperamos poder fomentar mais e melhores investimentos entre os dois países, focando não apenas no desenvolvimento de capacidades produtivas locais no Brasil e nos EUA, mas também nos efeitos positivos destes investimentos – geração de emprego e de renda, e alavancagem das exportações – nas regiões que os receberão”, explica o presidente da Apex-Brasil, David Barioni Neto. Segundo Barioni, o estudo deixa claro que há uma relação sólida e consistente entre os dois países.

O lançamento do estudo ocorreu hoje (25/6), na sede do CSIS, em Washington, e contou com a presença de Carl Meacham, Diretor do Programa de Américas do CSIS, de Kenneth E. Hyatt, Subsecretário Adjunto de Comércio Internacional dos Estados Unidos, de Luiz Alberto Figueiredo, Embaixador do Brasil nos Estados Unidos e de Vinai Thummalapally, Diretor Executivo do SelectUSA.

O painel O Mapa de Investimentos Brasil – EUA foi conduzido por Ana Paula Repezza, Gerente de Estratégia de Mercado da Apex-Brasil, com apoio de Constanza Negri Biasutti, Gerente de Política Comercial da CNI. Antonio Moreira, CEO para América do Norte da Stefanini, e Rodrigo Gazzaneo, Gerente Executivo para o Brasil da EMC2 apresentaram a história de investimentos das empresas no Brasil e nos Estados Unidos, respectivamente.

Fonte: ApexBrasil 

  

 

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