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Apex-Brasil pretende gerar US$ 6 bilhões em negócios com estrangeiros durante a Copa

24/06/2014

Para a maioria dos brasileiros, a Copa do Mundo é um momento mágico. A competição é sinônimo de emoção, de alegria e, sendo realizada no Brasil, o torneio abriu as portas do país para que turistas de várias partes do mundo pudessem conferir de perto não só os jogos como o carinho, a hospitalidade e a cultura do povo brasileiro.

Mas o que pouca gente sabe é que a Copa do Mundo é, também, uma competição que pode ajudar os empresários brasileiros a fechar muitos contratos com empresas estrangeiras. Apostando nisso, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), repetindo uma ação bem-sucedida realizada na Copa das Confederações, em 2013, criou o Projeto Copa do Mundo, com o qual pretende gerar, entre exportações e investimentos, negócios na ordem de US$ 6 bilhões para o país.

Para isso, a Apex-Brasil aposta no chamado marketing de relacionamento, uma ferramenta do mundo dos negócios que usa grandes eventos para aproximar empresas, aumentar o vínculo e a confiança entre as partes e, assim, permitir que mais contratos sejam fechados.

Em 2013, durante a Copa das Confederações, a Apex-Brasil promoveu uma ação com 422 empresas brasileiras e 60 entidades setoriais, totalizando cerca de 1.400 empresários e formadores de opinião. Foram realizadas 432 agendas de negócios em vários estados do país e o resultado foi que os contratos gerados somaram US$ 3 bilhões, entre exportações e investimentos estrangeiros. Nas exportações, o complexo de Casa e Construção foi o que mais lucrou, contabilizando US$ 1,3 bilhão, seguido por Máquinas e Equipamentos, com US$ 300 milhões, e Agronegócios, que fechou com cerca de US$ 80 milhões.

Agora, para a Copa do Mundo, 2.300 convidados estrangeiros, de 104 países, vieram ao Brasil como parte do novo projeto da Apex. A maioria dos convidados são empresários, mas há um grande número de investidores e também alguns jornalistas de veículos estratégicos da mídia internacional.

O Projeto Copa do Mundo da Apex-Brasil trabalha em parceria com mais de 700 empresas e entidades setoriais brasileiras e, para participar, é necessários que essas empresas ou entidades estejam envolvidas com serviços de exportação.

Por meio de uma parceria de patrocínio feita com a FIFA, a Apex-Brasil montou um espaço de hospitality dentro dos estádios em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Fortaleza e nele os convidados estrangeiros têm a chance de ver de perto os jogos da Copa. Nesta segunda-feira (23.06), um grupo com 39 empresários brasileiros e 127 estrangeiros acompanhou, no Estádio Mané Garrincha, na capital federal, a vitória por 4 x 1 da Seleção Brasileira sobre Camarões.

Experimentar as emoções do Mundial do Brasil de dentro do estádio, entretanto, não é a única agenda que os empresários, investidores e jornalistas estrangeiros terão no país durante a Copa. Nos dias que antecedem as partidas, eles participam de visitas a fábricas, fazendas e lojas, entre outros, e também discutem variados aspectos dos negócios que podem vir a ser fechados com os brasileiros. Nesse sentido, vale ressaltar que essas agendas são montadas pelas empresas brasileiras, que são as responsáveis por convidar os empresários com os quais querem estreitar os laços.

O empresário Guilherme Andrade trabalha no ramo de confecção de manequins. Sua empresa, a Expo Manequins, tem como cliente a grife Michael Kors e trouxe um executivo da fabricante de roupas e bolsas para acompanhar a Copa do Mundo no Brasil. A Expo Manequins já atende a Michael Kors na América Latina, mas sonha em abastecer a empresa para o mercado da Ásia. A Expo Manequins também convidou um representante da holandesa Hans Boot, que fabrica manequins e é líder do mercado europeu.

“É a primeira vez que a Expo Manequins participa de uma ação de marketing de relacionamento”, contou Guilherme Andrade. Para o empresário, um dos principais benefícios do projeto da Apex-Brasil é permitir que os estrangeiros que não conhecem muito bem o país possam desmistificar certos conceitos sobre o Brasil que muitas vezes imperam no cenário internacional.

“Tive dois clientes no jogo de abertura da Copa e a experiência que eles tiveram é algo inesquecível. Independentemente da nossa lição de casa, de ter um produto de alto nível e com preços competitivos, o Brasil ainda é um país que gera certa incerteza nos investidores estrangeiros”, declarou Guilherme Andrade. “Esse tipo de ação ajuda a mostrar que o Brasil é um país sério, apesar de ter alguns problemas. Isso dá uma segurança a mais na hora de fechar um negócio. Além disso, como ficamos uns dois ou três dias com o cliente, isso facilita os laços e os vínculos entre as empresas”, ressaltou o empresário.

O irlandês Jerry O'Callaghan vive há 34 anos no Brasil e é um dos executivos da JBS S.A., terceira maior empresa do setor de alimentos do mundo, que atua na produção de carnes bovinas, de aves e de suínos e que exporta para mais de 150 países.

A JBS trouxe cerca de 20 clientes para a Copa do Mundo no Brasil e Jerry não poupou elogios ao projeto da Apex. “Esse tipo de ação facilita muito o contato entre as empresas e, no caso da Apex, tudo é feito de uma maneira muito organizada e é por isso que a JBS participa. A gente ganha clientes em um evento como esse e tiramos proveito do que acontece aqui por anos”, destacou o empresário.

Executivo da empresa Eyelevel, que cria design e móveis para lojas, o tcheco Patrik Kohout é um dos estrangeiros que está no país como parte do Projeto Copa do Mundo da Apex-Brasil. Para ele, a ação foi bem-sucedida e a avaliação foi bastante positiva. “É uma oportunidade muito boa de conhecer muitas pessoas de diferentes áreas e de fazer vários contatos”, ressaltou. “Isso facilita criar um laço mais estreito entre as empresas, o que pode ajudar muito na hora de fechar um contrato”, continuou.

Durante a Copa do Mundo, os estrangeiros convidados terão encontros com representantes dos setores brasileiros de Tecnologia e Saúde; Casa e Construção; Alimentos, Bebidas e Agronegócios; Moda; Máquinas e Equipamentos; Economia Criativa; e Serviços. Mais de 800 agendas de negócios serão organizadas pelas empresas e entidades setoriais parceiras, nos dias anteriores e posteriores aos jogos, e incluem reuniões com compradores, paletras e seminários, visitas a fábricas, fazendas, laboratórios e outras instalações produtivas. "A ação reforça a confiança, lealdade e parceria, indispensáveis para a realização de negócios, que é o objetivo principal do projeto", explicou o presidente da Apex-Brasil, Mauricio Borges.

Fonte: Apex-Brasil 

 

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